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Sábado, 26 de Março de 2011

Plasticidades / João Manuel Marques Jacinto



Exposição de Pintura Plasticidades - João Manuel MJ Terça-feira 29 Março 19h30 Restaurante Põe-te na Bicha Travessa da Água da Flor, 36 Bairro Alto Lisboa
João Manuel Marques Jacinto, nasceu no Montijo, no dia 22 de Junho de 1959. Frequentou o curso de Pintura no Centro de Arte & Comunicação Visual – AR.CO. Expôs individualmente, no início dos anos 90, no Círculo Histórico/Cultural do Montijo. E participou em outras exposições; 1990, 1991 e 1992 - "Alcarte" em Alcochete. 1996 - Exposição de Pintura e Poesia do IADE, (iniciativa de apoio ao projecto CAIS) no Instituto Português da Juventude, em Lisboa. 2003 – "Arte na Praça" (iniciativa integrada no programa “A´Gosto no Montijo”), no Montijo.



PLASTICIDADES João Manuel Mj

«A exaltação do mínimo, e o magnífico relâmpago do

acontecimento mestre restituem-me a forma o meu

resplendor…»

Luiza Neto Jorge


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Plasticidades traduz a urgência, o desejo, a necessidade de João Jacinto se expressar com uma exaltação e uma jovialidade quase infantis. Há, nos seus trabalhos, uma procura incessante qu constantemente se renova pela prática e pela declinação dos seus diferentes estados de alma.

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Desejo de descoberta… Silhuetas que nos saúdam, padrões que se repetem, vitrais que reflectem jogos de luz e de sombra onde se adivinham arquitecturas fantásticas e manchas cromáticas que se espraiam sobre um suporte irregular ou derrames de tinta que propõem novas texturas num desejo ilimitado de descoberta. Uma multiplicidade plástica que procura a sua voz própria e que nos surpreende como uma inusitada descoberta.

. Inquietação… Nesta multiplicidade de registos, por vezes antagónicos, por vezes (quase) reconhecíveis ou – tacteando nervosamente no vazio do suporte – surgem-nos como uma linguagem nova, um ponto de partida que estabelece um discurso original. Marcas em que antevemos um percurso feito de uma tranquilidade, quase sempre, inquieta. .

O olhar… Procuramos referências – mais ou menos – explícitas a outros artistas, a correntes estilísticas, a linguagens estéticas onde possamos “arrumar” estes exercícios pictóricos. O olhar percorre nervosamente a superfície das telas, procurando encontrar respostas. Elas ainda lá estão… ou já não… basta o olhar.


Carlos Morgado